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Paciente cardíaco aguarda cateterismo pelo SUS enquanto Hospital do Servidor (HSE), alega não poder realizar procedimento

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Funcionário público com histórico de cirurgia de revascularização cardíaca está internado à espera de atendimento especializado; família cobra respostas do Governo do Maranhão e questiona demora na emissão de relatório médico

Um funcionário público do Maranhão, com cerca de 40 anos de contribuição ao serviço público, encontra-se internado na emergência do Hospital do Servidor do Estado (HSE), aguardando a realização de um cateterismo cardíaco pelo Sistema Único de Saúde (SUS).

Segundo informações repassadas pela família, o paciente, Carlos César Barroso, possui histórico de cirurgia de revascularização do miocárdio, popularmente conhecida como cirurgia de ponte de safena, realizada há aproximadamente 20 anos.

Atualmente, apresenta problemas cardíacos importantes, incluindo alterações nas válvulas do coração, e necessita de avaliação e procedimento especializado.

Diante do quadro e de seu histórico cardíaco, a família demonstra preocupação com a permanência do paciente na emergência enquanto aguarda uma definição sobre o tratamento.

Hospital não realizaria o procedimento

De acordo com os familiares, o Hospital do Servidor informou que não teria condições de realizar o cateterismo, fazendo com que o paciente dependesse da rede do SUS para conseguir o procedimento.

A situação provoca indignação e apreensão entre os familiares, que questionam por que um servidor público que contribuiu durante décadas para o Estado precisa permanecer internado, aguardando na rede pública, por um procedimento cardiológico que, segundo a família, foi considerado necessário pela equipe médica.?

A principal pergunta feita pelos familiares é: por que um hospital destinado ao atendimento dos servidores públicos não consegue oferecer o procedimento cardiológico necessário a um servidor que dedicou cerca de quatro décadas ao serviço público?

Família questiona também demora na emissão de relatório médico

Além da espera pelo cateterismo, outra situação vem causando preocupação à família.

O cardiologista Dr. Diego Nascimento, que atende no Hospital do Servidor e acompanhou o caso de Carlos César Barroso, inclusive no ambulatório, teria solicitado exames e, após avaliar os resultados, ficado de emitir um parecer ou relatório médico indicando o tipo de procedimento ou cirurgia mais adequado ao paciente.

Segundo os familiares, o documento também deveria apresentar a justificativa clínica pela qual Carlos César não teria condições de ser submetido a uma cirurgia de peito aberto, conhecida como esternotomia, informação considerada importante para a definição da conduta médica e para eventual encaminhamento a uma unidade de referência que possa realizar o procedimento por cateterismo.

Entretanto, segundo a família, o relatório ainda não foi emitido.

Durante uma avaliação do paciente na enfermaria, Carlos César teria perguntado ao médico sobre o documento. Conforme relato dos familiares, o Dr. Diego teria informado que somente emitiria o relatório após o paciente agendar uma consulta ambulatorial com ele, sendo que o mesmo se encontra internado, faz sentido pra alguém?.

A família questiona a exigência, considerando que o paciente já se encontra internado no próprio Hospital do Servidor e necessita do parecer médico justamente para que seja definida a conduta e viabilizado seu encaminhamento para uma unidade de referência.

Família cobra providências

Para os familiares, a situação gera uma série de questionamentos: se o paciente já está internado, acompanhado por cardiologista e submetido aos exames solicitados pelo próprio médico, por que seria necessário aguardar uma consulta ambulatorial para a emissão de um relatório considerado importante para a continuidade do tratamento?

A família também questiona por que o paciente precisa permanecer aguardando na rede do SUS se existe uma necessidade cardiológica que requer avaliação especializada e definição de conduta.

A preocupação aumenta diante do histórico de cirurgia de revascularização cardíaca realizada há cerca de duas décadas e dos atuais problemas cardíacos apresentados pelo paciente.

Onde o servidor deve buscar atendimento?

O caso levanta uma preocupação que ultrapassa a situação individual de Carlos César Barroso: onde deve procurar atendimento o servidor público que necessita de um procedimento cardiológico de maior complexidade quando o Hospital do Servidor não dispõe de condições para realizá-lo?

A família cobra esclarecimentos do Governo do Maranhão e da direção do Hospital do Servidor sobre a estrutura disponível para atendimento cardiológico, os critérios utilizados para encaminhamento de pacientes à rede de referência e, principalmente, quais providências estão sendo tomadas para garantir que Carlos César receba o atendimento de que necessita.

A família afirma que não busca privilégios, mas apenas que o paciente tenha acesso, com a maior brevidade possível, ao tratamento indicado para seu quadro clínico.

Diante da situação, fica aberto o espaço para que o Governo do Maranhão, a direção do Hospital do Servidor e os profissionais envolvidos no atendimento esclareçam os fatos, informem a situação clínica e administrativa do paciente e expliquem quais providências estão sendo adotadas para garantir a continuidade do tratamento.

O que a família espera, acima de tudo, é que a burocracia não se transforme em mais um obstáculo para um paciente cardíaco que já se encontra internado e aguarda uma definição para seu tratamento.